Empresário Roberto Cavalcanti mostra credenciais para ocupar vaga na Academia Paraibana de Letras

O empresário Roberto Cavalcanti Ribeiro apresenta a candidatura à vaga do escritor e acadêmico Carlos Romero, na Academia Paraibana de Letras (APL), na condição de conhecedor de seu tamanho e de sua referência na sociedade e literatura. Cavalcanti se mostra seguro e amadurecido para ser um membro da APL de valor, à altura do pai pernambucano, o antropólogo Renê Ribeiro, um dos mais estudiosos sobre a influência afro no universo nordestino.

Roberto Cavalcanti é pragmático. Embora saiba da força do saldo paterno, ele tem outra natureza conservadora, mesmo assim entende ser importante conviver com a diferença.

O novo disputante à APL acha que o Brasil vive um homem complicado a merecer solução, mas nem por isso descarta a superação. “Precisamos dar um novo passo adiante mesmo com as intolerâncias”, diz.

Wscom

1 Comentários

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  1. Prezados,
    Por julgar preencher os critérios exigidos para integrar a Academia Paraibana de Letras, que se definem por “singular contribuição às letras, às artes ou à ciência”, decidi me inscrever à eleição para a cadeira nº 27, desocupada recentemente por meu pai, Carlos Romero.

    Note-se que na definição de “singularidade” reside o atributo daquilo que é único, distinto, incomum, significativo, especial. Posso considerar que minha contribuição às letras paraibanas guarda esses atributos, pois está vastamente registrada na produção literária veiculada, por cerca de 20 anos, na imprensa paraibana, seja em jornais, revistas, portais, livro publicado, predominantemente na forma de narrativa estilística classificada na literatura como crônica.

    No campo das artes, contribui como arquiteto atuante, há 37 anos, realizando inúmeros projetos de arquitetura que se inseriram com manifesta notoriedade no cenário urbano da cidade, com resultados estéticos publicamente reconhecidos pela comunidade paraibana. Além de ter sido diplomado como Bacharel em Música, sob a orientação acadêmica exclusiva, na classe de piano, do maestro e compositor José Alberto Kaplan, na Universidade Federal da Paraíba.

    Também criei e produzi programas e documentários turísticos e culturais que foram veiculados pelas TVs locais, durante vários anos, com grande repercussão no meio jornalístico e na população em geral, com manifestações registradas em diversos meios de comunicação.

    Com meu pai, Carlos Romero, protagonizamos um caso inédito nas letras paraibanas, de pai e filho que escreveram simultaneamente, por quase 20 anos, em jornais e revistas paraibanos, assinando colunas semanais, a exemplo de A União, Correio da Paraíba, Contraponto e na revista Tribuna Espírita. Além de termos lançado livros de crônicas juntos, na mesma noite de autógrafos, e recebido comendas de reconhecimento pela contribuição cultural dada à cidade, igualmente na mesma solenidade, que teve lugar na Câmara Municipal de João Pessoa.

    Além do conjunto de contribuição singular às letras e às artes paraibanas, resumidos acima, existe grande afinidade na essência da linguagem e da mensagem que caracterizam a mesma forma de escrita registrada nas crônicas publicadas ao longo de todos esses anos, por mim e por meu pai, Carlos Romero. Esse perfil intelectual comum, assim como o lado afetivo que nos uniu em uma amizade profunda e especial, frequentemente mencionada em manifestações públicas de amigos e leitores, também me estimularam a concorrer à cadeira deixada por ele na Academia Paraibana de Letras. Esse era um desejo que ele confessava na intimidade, ao qual eu procurava não estimular porque implicava em nossa separação.

    Caso se concretize a sucessão a que me proponho, será o segundo caso na história da Academia Paraibana de Letras de um filho que passou a ocupar a cadeira do pai. Na sucessão do imortal J. Veiga Júnior, formou-se um grupo de acadêmicos que procurou o seu filho, jurista Gláucio Veiga, para propor que ele se candidatasse à vaga deixada pelo pai, como forma de homenageá-lo, elegendo-o posteriormente por unanimidade.

    Evidentemente que a questão hereditária entre mim e Carlos Romero é mera coincidência, considerando a nossa singular contribuição às letras e às artes paraibanas. Mas, é inegável que uma justa e merecida homenagem se prestaria ao saudoso imortal, caso os ilustres acadêmicos vislumbrem, além dos méritos que pude colecionar ao longo da vida, a possibilidade de me eleger para ocupar a sua cadeira. Afinal, era igualmente notória a afeição que meu pai desfrutava com todos os seus confrades, numa convivência extremamente respeitosa e fraternal, muitas vezes em minha companhia.

    Se Deus quiser, tudo isso terá o merecido peso na decisão criteriosa dos membros de uma das mais veneráveis instituições paraibanas.

    (Germano Romero)

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