Profissionais do Samu depõem sobre socorro a Mariana Thomaz

 Profissionais do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que fizeram o primeiro atendimento a Mariana Thomaz prestaram depoimento na manhã desta quarta-feira (16), na Central de Polícia, no bairro Ernesto Geisel, em João Pessoa.

A equipe que atendeu a ocorrência e fez o primeiro contato com a vítima, na manhã do último sábado (12), esclareceu hoje tudo o que viu ao chegar no apartamento de Johannes Dudeck, no bairro de Cabo Branco, região da orla da capital paraibana.

O chamado para o Samu foi feito pelo próprio suspeito, que alegou que a estudante de medicina teria sofrido uma convulsão. Ao se deparar com o corpo da vítima e constatar as marcas no pescoço, que indicavam esganadura, a equipe chamou a polícia.

Laudo aponta lesões sexuais

O laudo pericial que analisou o corpo da estudante de medicina Mariana Thomaz Oliveira, de 25 anos, apontou lesões sexuais. A informação foi confirmada na noite desta terça-feira (15), pelo delegado Joames Oliveira. Segundo ele, a vítima foi morta por estrangulamento e é possível afirmar que houve atividade sexual intensa perto da hora da morte. A Polícia Civil apura se houve crime de estupro, consumo de drogas e tentativa de defesa antes do homicídio.

"O documento atesta lesões causadas por uma atividade sexual intensa, com traços de violência. Apesar disso, a investigação ainda não caminhou o suficiente para que um eventual estupro seja confirmado, e essa possibilidade é investigada.", disse o delegado.

Segundo a chefe do Numol (Núcleo de Medicina e Odontologia Legal), Cristiane Freire, exames foram solicitados pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil.

"Investigamos se houve consumo de drogas e a possibilidade de defesa da vítima no momento do crime. A Polícia Civil não solicitou os testes para saber se houve estupro, mas coletamos material e pedimos para ser analisado", disse ao Portal T5.

O caso

Mariana Thomás de Oliveira, de 25 anos, foi encontrada morta, com sinais de asfixia, na manhã deste sábado (12), em um apartamento no Cabo Branco, em João Pessoa. A jovem era natural do Ceará e estudava em uma faculdade particular da capital paraibana.

O suspeito do crime, o empresário Johannes Duceck, foi preso em flagrante. Ele é o proprietário do apartamento onde Mariana foi encontrada sem vida. Após o crime, o homem chamou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) alegando que a vítima teria sofrido uma convulsão.

Segundo a Polícia Civil, eles tinham um relacionamento amoroso, mas ainda não se pode confirmar se ainda estavam juntos.

O suspeito, que já havia sido acusado de agredir três mulheres em outras ocasiões, está preso na Penitenciária Especial Valentina Figueiredo.

T5

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