
A Polícia Federal (PF), em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria Geral da União (CGU), desencadearam na manhã desta quarta-feira (24) duas operações em cidades paraibanas.
Os homens da PF cumprem mandados de prisão e busca e apreensão nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Massaranduba, Lagoa Seca, Serra Redonda, Monteiro e Zabelê. Eles investigam supostos desvios na distribuição da merenda escolar. As operações foram desencadeadas a partir das cidades de Monteiro (‘Operação Feudo’) e Campina Grande (‘Operação Famintos’). Ao todo, as ações contam com a participação de 260 policiais federais e 16 auditores da CGU.
Em João Pessoa, houve o cumprimento de mandados no edifício Tour D’Argent, localizado na Avenida Monteiro da Franca, em Manaíra. Já em Campina Grande, os alvos foram o Supermercado Maia e um prédio ao lado. Considerando as duas operações, estão sendo cumpridos 67 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos e nas residências, escritórios e empresas dos investigados, bem como de 17 mandados de prisão. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região e pela Justiça Federal de Campina Grande.
A primeira investigação visa desarticular esquema criminoso de fraudes em licitações e contratações na cidade de Campina Grande, nos anos de 2013 até 2019, com pagamentos vinculados a verbas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). A segunda investigação também apura delitos relacionados a licitações fraudadas e contratações irregulares no Município de Monteiro, envolvendo empresas que fornecem merenda escolar. Foi estipulado o bloqueio de bens e valores na ordem de R$ 13,5 milhões de reais, como uma estimativa preliminar do dano.
Os investigados responderão, de acordo com suas condutas, pelos crimes de fraudes em licitação, superfaturamento de contratos, lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas, somadas, poderão ultrapassar os 20 anos de reclusão.
O nome da ‘Operação Famintos’ é uma alusão à voracidade demonstrada pelos investigados em direcionar as contratações para o grupo criminoso. Já o nome ‘Feudo’ remete ao vínculo familiar entre os integrantes do grupo criminoso atuante em Monteiro.
Diário da Paraíba com Assim-PF