A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) apreciou 12 Projetos de Lei (PL) na votação desta quarta-feira (10). Desse total, oito foram aprovados, dois receberam pedido de vista para melhor análise, e dois não receberam aprovação da maioria dos parlamentares. Ainda foram aprovados cinco Projetos de Decreto Legislativo (PDL), para concessão de honrarias, e duas Resoluções. Além destas matérias, 14 vetos totais e um parcial a projetos de parlamentares foram mantidos.
Entre os oito projetos de lei aprovados, destacou-se o que fixa o tempo máximo de espera para o atendimento nas unidades de saúde da rede municipal. A matéria estipula o prazo de até 30 dias para a realização de exames; 60 dias para consultas; e até 90 dias para cirurgias eletivas. Outra matéria aprovada veda a cobrança de taxa por concessionária de serviço público ao consumidor para a retirada de postes que atrapalhem a passagem de veículos e pedestres, o acesso a locais ou ponham em risco a segurança dos cidadãos.
O plenário da Casa Napoleão Laureano ainda foi a favor dos seguintes projetos: o que obriga os estabelecimentos que trabalham com tatuagens e bodypiercings a seguirem normas de instalação e funcionamento; o que institui o dia 1º de setembro como o Dia Municipal do Médico Psiquiatra; o que denomina o “Conventinho” como Centro de Cultura e Artes Creusa Pires; e o que institui o “Ano Cultural Jackson do Pandeiro” em 2019.
Dentre as matérias que não foram aprovadas pela maioria dos parlamentares, destaque para uma que pretende eleger um conselho popular responsável pela fiscalização de obras públicas municipais; e outra que versa sobre a antecipação do 13º salário para servidoras municipais a partir do 7º mês de gestação e a servidores cujas esposas também estejam no mesmo período gestacional.
Conselheiros e conselheiras tutelares estiveram presente nas galerias da Casa para acompanhar a votação do veto ao projeto que possibilita aos profissionais exercerem outra profissão. Atualmente o cargo exige exclusividade. O veto, que nas razões traz a inconstitucionalidade pelo assunto ser de competência privativa do Executivo Municipal, foi mantido, com seis votos contrários.
O vereador Bruno Farias liberou o voto da bancada de oposição, mas se posicionou a favor da derrubada do veto. Ele comparou a categoria com os vereadores, que também são eleitos pelo povo e podem exercer outra profissão, desde que haja compatibilidade de horários. “Sou da bancada do povo, voto pela derrubada do veto, mas libero a bancada para que vote da melhor forma que aprouver”, declarou o oposicionista, que foi acompanhado pelas vereadoras Raíssa Lacerda (PSD), Eliza Virgínia (PP) e pelos vereadores Dinho (PR), Tibério Limeira (PSB) e Bosquinho (PSC).
Já o líder da bancada de situação na Casa, vereador Milanez Neto (PTB), citou resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que exige dedicação exclusiva para o exercício da função de conselheiro tutelar, e decisão judicial da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, da última terça-feira (9), que afastou uma conselheira tutelar que acumulava ilegalmente outra função. “Estamos em uma casa política, mas temos que manter os princípios jurídicos”, afirmou, defendendo a inconstitucionalidade da matéria.
Clarisse Oliveira e Haryson Alves